quarta-feira, 25 de março de 2009

Tempo-Rei

Respeite Tempo. Tenha medo de Tempo: sob seu manto, todo homem é, no máximo, areia sepultada em uma ampulheta-corpo.

Por isso, cedo ensinaram-me a abaixar a cabeça ao passar por sua tenda e sequer olhar em seus olhos. Na sua íris, dizem os entendidos, a ira de todas as eras que acelera os grãos de nossas vidas.

Respeite Tempo. Tome a sua benção ao aproveitar cotidianamente as horas que Ele, generosamente, te dá (ou te tira), pois Tempo virá...

Quando me esqueço de Tempo e fico a passá-lo na imobilidade de coisas vãs, Tempo me passa e meu corpo é pó: nauseio-me de ausências.

3 comentários:

Ana Claudia Pantoja disse...

Por singrar sentido entre as cicatrizes(até as do tempo), você anda se superando...

LÍVIA NATÁLIA disse...

Muito lindo. Ao Ulisses, o seu Tempo!

aeronauta disse...

Lindíssimo. Menino, que poeta enorme e sensível há em você!