sexta-feira, 13 de março de 2009

Ogã

Entre o torpor da lucidez,
que me embriaga,
e os machados que carrego por Outro,
meu corpo serve a Justiça
na casa de meu pai

Erguido,
descubro-me zelador do chão em que piso
e dos pés sagrados
que no barracão
escrevem seus caminhos.

Um comentário:

Ana Claudia Pantoja disse...

Como solitária atendente de uma cafeteria virtual, eu não poderia deixar de comentar: antes, queria virar velha do rio ao morrer, hoje, quero ser pó de café que nem sua avó.

Ambição na vida é isso, companheiro. O resto é bobagem.

Feliz em vê-lo retornar à web.