quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Onde as águas...

O rio não é o fio
Que corre (n)o leito.
O rio é também o ar liquefeito
em chuva oblíqua,
obtusa
ou ainda a lágrima
que inunda o peito.

Quando desertam as águas do rio,
nem o deserto hostil
escapa ao seu efeito:
as águas vazam a fenda da terra
e nelas repousa calmo,
rarefeito,
o segredo de todas as eras.
Ora iê iê ô!

3 comentários:

Ana Claudia Pantoja disse...

Touché!

célia mota disse...

Lindo!

Agenciamento Coletivo disse...

Unissono: No louvor sensual a Oxum todo corpo vibra em um. Parabéns poeta, por lançar este belo barquinho no rio do devir!