sábado, 22 de novembro de 2008

Roçando a língua de Camões com disciplina

A escrita, quando produto de reflexões, sulca a pele daquele que quer grafar a página e, ao mesmo tempo, se vê auto-grafado nas margens da mesma, derivando tal qual um barco sem leme, sem remo, sem rumo no texto... Ora, a tessitura de um trabalho escrito requer, se efetivo, um abalo significativo que desloque as certezas do escritor e culmine na rasura da página na qual se risca, aliás, este é o risco da própria vida. Lecionando (in)disciplinas de Língua Portuguesa, vou roçando, e às vezes mordendo mesmo, não só a língua de Camões, mas a dos Pedros, dos Josés, das Marias para também inventar-me nas malhas de uma língua que eu falo, mas que, sobretudo, também me fala em suas entrelinhas, mesmo quando em silêncio.

3 comentários:

aeronauta disse...

Que bom, Ulisses, te encontrar nesse universo bloguístico! Ótimo presente de domingo!

Ana Claudia Pantoja disse...

Eis que surge um novo blogueiro! Hoje todos os cafés serão em sua homenagem.

Ana Claudia Pantoja disse...

Caro Ulisses, gostaria de recomendar a leitura do blog de Eliana Mara (http://inscricoessempreabertas.blogspot.com/). Na postagem mais recente, ela apresenta uma resenha do filme "Escritores da Liberdade". Acredito que o material será bastante útil em suas aulas. Abração!